domingo, agosto 06, 2006

sugestão


Procuro a inevitabilidade de me sentir perto,
ainda que longe.
Procuro na ausência do teu olhar
a permanência do teu sorriso
e a consequência dessa dicotomia é o que anseio.
Não carece ser perene, basta que seja intensa.
Mesmo volátil, fica o consolo de ter vivido...
mesmo que por um breve momento.

E embalado na música,
pontuando, numa discreta intromissão
o que escrevo, sem sentido,
como o som que falha na audição.
E perdido continuo a embalar um sonho
há muito acordado pela realidade,
pela fraude de anuir sentir
o que não sinto
e como tal, [me] minto.

O medo de não sentir
não me deixa sentir sequer
e o sonho assim se esvai
como areia que passa,
por entre os dedos,
como a água que escorre,
por entre os dedos,
como o amor que se esvai
por entre os medos
como tu que foges,
por entre [os meus] segredos.

A ideia é como terra estéril
a sugestão torna-se débil
falta sentir o desabrochar
para o sentir poder adejar

perdidos já se encontraram (por) aqui
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