terça-feira, janeiro 26, 2010

gotas de tempo

nesta sala,
fechada por quarto paredes
e aberta por uma janela
e uma porta,
tento perscrutar o som,
que oiço ao longo do tempo,
ecoando lá fora
como um relógio de corda.
o som perde-se,
assim como as gotas
de chuva que entram
e se perdem no soalho
deixando pequenas gotas de orvalho,
como que pequenos, e brilhantes, diamantes,
a reluzir ao fogo da lareira,
até desparecerem com o calor
que crepita e reluz.
adeus, diz-me o tempo
pronto a partir -
para longe, outro lugar -
e, num momento, pára...
escuta, olha, suspira,
e olhando para o relógio
respira, deixando o espelho embaciado,
e parte...

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