terça-feira, setembro 19, 2006

deixem-me

procuro quem escuto
enquanto bebo um café
com um toque de bismuto
e fumo um cigarro, em pé.
apenas um pormenor
contudo, aí reside a disparidade
desprendo-me do meu redor
prostrado perante a idade
e não sei para onde sigo
não sei onde estou
não sei qual o castigo
muito menos se estou vivo.
deixem-me morrer
mas deixem-me em paz
deixem-me algures lá atrás
deixem-me ao largo
deixem-me no cais
deixem-me num qualquer lago
deixem-me sorrir
deixem-me cantar
deixe-me cair
deixem-me voar

perdidos já se encontraram (por) aqui
Free Hit Counter